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Recibo · Tradutor

Recibo para tradutor: como registrar lauda, milheiro e tradução juramentada

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Neste artigo

O recibo para tradutor precisa dizer uma coisa que o recibo comum de serviço não diz: quantas laudas ou quantos caracteres foram traduzidos, e se a cobrança teve sobretaxa de urgência ou de tradução juramentada. Sem esse detalhe, o recibo prova que um valor foi pago, mas não explica de onde ele saiu — e isso pesa quando o cliente pede explicação sobre o preço final, meses depois.

Em resumo O Código Civil (art. 320) pede que o recibo diga o valor, a que se refere, quem pagou, a data e o lugar, com a sua assinatura. No recibo de tradução, essa descrição inclui o par de idiomas e o volume em laudas ou milheiro, porque é esse número que sustenta o valor cobrado. Quando a tradução é juramentada, o recibo também identifica o tradutor público matriculado na Junta Comercial do estado, ofício regulado pelo Decreto 13.609/1943 (arts. 1º e 20), cujas traduções têm fé pública em todo o país mesmo com jurisdição limitada ao estado de matrícula.

Quando o tradutor precisa emitir recibo?

A cada pagamento, com o volume traduzido descrito nele. Na rotina de tradução, isso costuma acontecer em três momentos:

  • Sinal de início: quando o projeto é grande e o pagamento é dividido antes de começar a traduzir.
  • Entrega parcial: em projetos longos, pagos conforme blocos de laudas ou milheiro ficam prontos.
  • Quitação final: na entrega do texto completo, com o número total de laudas ou de milheiro traduzido.

Se o cliente é empresa e você é MEI, a nota fiscal costuma ser obrigatória, e o recibo entra como registro complementar do pagamento — veja a diferença em diferença entre recibo e nota fiscal.

Como fica o recibo de tradução comum e o de tradução juramentada?

A estrutura é a mesma; muda a identificação do profissional e a referência de valor. Os números abaixo são ilustrativos.

RECIBO
              
              Recebi de [nome do cliente], CPF/CNPJ [número], a quantia de R$ [valor]
              ([valor por extenso]), referente à tradução de [idioma de origem] para
              [idioma de destino] do documento [nome do documento], totalizando
              [número] laudas (2.100 caracteres com espaços, referência SINTRA),
              dando plena e geral quitação do valor ajustado.
              
              [Cidade], [data].
              [Seu nome] — CPF/CNPJ [número]
RECIBO
              
              Recebi de [nome do cliente], CPF/CNPJ [número], a quantia de R$ [valor]
              ([valor por extenso]), referente à tradução juramentada de [idioma de
              origem] para [idioma de destino] do documento [nome do documento],
              totalizando [número] laudas, conforme tabela de emolumentos da Junta
              Comercial do [estado], dando plena e geral quitação do valor ajustado.
              
              [Cidade], [data].
              [Seu nome], Tradutor(a) Público(a) matriculado(a) na JUCESP/JUCERJ/[Junta
              Comercial do estado] sob o nº [número]

O recibo de tradução juramentada precisa de algo a mais?

Precisa citar a matrícula do tradutor público, não só o CPF ou o CNPJ. O Decreto 13.609/1943 aprova o regulamento da profissão de tradutor público e intérprete comercial em todo o território nacional (art. 1º), e esse profissional tem jurisdição no estado em que foi nomeado — mas as traduções que faz têm fé pública em todo o Brasil (art. 20). Por isso o recibo de tradução juramentada deve:

  • Identificar o(a) tradutor(a) pela matrícula na Junta Comercial do estado, além do CPF.
  • Citar que o valor segue a tabela de emolumentos do estado de matrícula — ela varia de um estado para o outro, então confirme o valor atualizado antes de fechar.
  • Registrar, se houve urgência, que o acréscimo foi negociado previamente, já que não existe tabela fixa para esse adicional.

A cláusula de direitos autorais e a forma de cobrança por lauda ou milheiro já aparecem no contrato para tradutor; o recibo apenas confirma o que foi efetivamente pago dentro do que o contrato previu.

Emita o recibo com o volume traduzido

Par de idiomas, laudas e matrícula de tradutor público, quando for o caso — o gerador já vem preenchido para quitação.

Preencher meu recibo

Perguntas frequentes

O recibo de tradução precisa dizer o número de laudas?

Vale escrever, porque é esse número que sustenta o valor cobrado. Sem ele, o recibo prova que houve pagamento, mas não explica de onde veio o cálculo do preço.

Recibo comum serve para tradução juramentada?

Não é o ideal. A tradução juramentada é um ofício regulado por decreto próprio, e o recibo costuma identificar o tradutor público pela matrícula na Junta Comercial, não apenas pelo CPF.

O comprovante de Pix substitui o recibo de tradução?

Não. O comprovante mostra que o dinheiro saiu de uma conta, mas não descreve o par de idiomas, o volume traduzido nem dá quitação do serviço.

Como cobrar a sobretaxa de urgência no recibo?

Registre o valor total já com o acréscimo e descreva que ele se refere ao prazo de urgência acordado. Não existe percentual padrão de mercado — o valor é negociado caso a caso, antes de começar a traduzir.

Preciso guardar o recibo de tradução depois de entregue o trabalho?

Sim, especialmente em tradução juramentada, que pode ser usada como prova em processos ou registros oficiais por anos. Veja por quanto tempo guardar contrato e recibo.

Este conteúdo é informativo e não substitui orientação contábil ou jurídica para o seu caso.