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Gerador de Proposta Comercial

Preço sozinho não vende serviço. Aqui a proposta sai na estrutura que convence — contexto, solução, escopo, cronograma e investimento — e com o prazo de validade escrito, que é o que impede o cliente de aceitar em março o valor de janeiro. Baixar o PDF é de graça.

Baixe grátis em PDF (utilizável, só com um selo no rodapé), ou baixe em Word editável e sem o selo (via Pix) — proposta quase sempre volta com pedido de ajuste no escopo ou no parcelamento.

A proposta que obriga quem a enviou

Existe uma regra sobre proposta que quase ninguém conhece e que trabalha contra quem não escreve prazo. O artigo 427 do Código Civil diz que a proposta de contrato obriga o proponente — ou seja, obriga você —, salvo se o contrário resultar dos seus termos. Traduzindo: uma proposta enviada sem prazo de validade continua de pé. O cliente pode sumir, voltar meses depois, aceitar aquele valor, e você fica na posição desconfortável de honrar um preço que já não fecha a conta.

O conserto é uma linha. Basta a proposta dizer por quanto tempo ela vale, e o art. 428, inciso III resolve o resto: passado o prazo sem aceite, ela deixa de obrigar. Por isso a validade aqui é campo obrigatório e a frase é escrita sempre no documento. É uma diferença importante em relação ao orçamento de serviço: lá, o silêncio ao menos cai nos 10 dias do Código de Defesa do Consumidor. Na proposta comercial, o silêncio não cai em lugar nenhum.

A outra metade do problema não é jurídica, é comercial. Uma proposta que abre com o preço é um orçamento com capa bonita. Quem recebe ainda não decidiu contratar ninguém — ele está avaliando se você entendeu o problema dele. É para isso que serve a seção de contexto, e ela vale mais quando usa as palavras que o próprio cliente usou na conversa. Depois vêm a solução, o escopo em etapas, o cronograma, e só então o investimento. Nessa ordem, o valor chega depois de o leitor já ter concordado com o diagnóstico.

A seção que mais evita prejuízo é a mais barata de escrever: o que não está incluso. Praticamente todo conflito de escopo nasce de algo que o cliente assumiu estar no preço e o prestador assumiu estar de fora. Duas linhas dizendo "não inclui migração de dados antigos" ou "não inclui suporte após 30 dias" custam nada agora e resolvem uma discussão inteira depois.

Por fim: proposta aceita não é contrato assinado. O aceite forma o vínculo, sim, mas as condições de execução, garantia, multa e rescisão ficam de fora de qualquer proposta. Por isso o documento gerado aqui traz uma ressalva dizendo isso com todas as letras, e o passo seguinte ao "pode fechar" é o contrato de prestação de serviços.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre proposta comercial e orçamento?
O orçamento responde "quanto custa": é o preço detalhado de um serviço que o cliente já decidiu fazer, e a lei exige que ele separe mão de obra de material. A proposta responde "por que com você": apresenta o entendimento do problema, a solução e o método antes do valor, e o preço pode ser único. Na prática, orçamento serve para o cliente que pediu preço; proposta, para o cliente que ainda está escolhendo fornecedor. Se o que você precisa é o primeiro caso, use o gerador de orçamento.
Por quanto tempo vale uma proposta comercial?
Pelo tempo que você escrever nela — e só por isso. Diferente do orçamento, que tem os 10 dias do CDC como prazo supletivo, a proposta comercial não tem prazo legal automático: sem validade escrita ela continua obrigando quem a enviou (art. 427 do Código Civil). Quinze dias é o mais comum em serviço, tempo de o cliente decidir sem congelar seu preço. Se seus custos variam muito, use 7.
Proposta aceita já vale como contrato?
O aceite forma o vínculo — você não pode simplesmente desistir depois que o cliente aprovou dentro do prazo. Mas a proposta não trata do que acontece quando algo dá errado: atraso, cancelamento no meio, multa, quem responde por retrabalho. Para serviço de valor maior ou prazo longo, o caminho é proposta aprovada e depois contrato assinado. O documento gerado aqui já traz essa ressalva escrita.
Preciso detalhar mão de obra e material, como no orçamento?
Não. A obrigação de discriminar mão de obra e materiais é do art. 40 do CDC e se aplica ao orçamento prévio de serviço. Na proposta comercial o valor pode ser único, porque o que está sendo vendido é o resultado, não a soma das partes. Aliás, abrir custo demais numa proposta costuma atrapalhar: convida o cliente a negociar item por item em vez de avaliar a entrega inteira.
O que escrever na seção de contexto?
O problema do cliente, em duas ou três frases, de preferência com as palavras que ele mesmo usou quando falou com você. Se na reunião ele disse "a gente perde venda porque demora a responder orçamento", escreva isso — não "otimização de processos comerciais". É a seção que faz a proposta parecer feita para ele, e é o que separa uma proposta de um modelo genérico com o nome trocado.
Sou MEI. Posso mandar proposta para empresa grande?
Pode, e é justamente onde a proposta escrita mais rende. Empresa com setor de compras costuma pedir um documento formal com CNPJ, escopo, prazo e forma de pagamento — muitas vezes só para conseguir cadastrar o fornecedor no sistema. Preencha o CNPJ e endereçe a proposta à pessoa de contato: documento endereçado a alguém é documento que alguém lê.
Como faço para o cliente aprovar?
Diga exatamente o que ele deve fazer, no campo de próximos passos: responder o e-mail confirmando, assinar e devolver, ou pagar o sinal. Proposta que termina em "fico à disposição" fica parada, porque não pediu nada. O documento sai com espaço para assinatura dos dois lados, o que facilita a prova depois — mas um aceite por e-mail ou mensagem também vale; o cuidado é guardar a conversa e deixar claro qual versão da proposta foi aprovada.
Posso mudar o preço depois de enviar a proposta?
Enquanto o cliente não aceitou e o prazo de validade não venceu, você está obrigado àquele valor — é o efeito do art. 427. Depois de vencido o prazo, não: a proposta deixou de obrigar, e você pode enviar outra com o preço atualizado. É exatamente por isso que a validade curta protege quem trabalha com custo que oscila.

Para ir além

Guias sobre proposta, aceite e os documentos que vêm antes e depois do sim.

O cliente aprovou a proposta?

O próximo passo é o contrato — ele trata do que a proposta não trata: prazo, garantia, multa e rescisão.

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