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Como iniciar um contrato de prestação de serviços do zero

Neste artigo

Para iniciar um contrato de prestação de serviços, reúna os dados das partes e descreva por escrito o serviço, o prazo, o valor e a forma de pagamento. Em seguida, inclua as obrigações de cada lado, as condições de rescisão, a multa e o foro, e assine com quem tem capacidade para representar cada parte.

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Reúna os dados das partes e confirme quem pode assinar

Antes de pensar em cláusula, pense em quem vai assinar. Um contrato começa com a identificação de duas pessoas: quem contrata o serviço (o cliente) e quem presta. Para pessoa física, vale nome completo, número do documento de identidade, número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas, endereço e forma de contato. Para empresa, entra a razão social, o número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço da sede e o nome de quem vai assinar por ela.

Esse último ponto é o que mais dá dor de cabeça. Se quem assina é o dono do negócio, tudo certo. Se é outra pessoa, como um sócio, um gerente ou um familiar, é preciso confirmar que ela tem poderes para isso. Quem assina representando outra pessoa, dentro dos poderes que recebeu, faz o acordo valer para quem é representado. Na prática: peça o documento que comprova essa autorização, como procuração ou cláusula do contrato social, e guarde uma cópia junto ao contrato assinado.

A lei também exige que quem assina seja capaz, que o serviço seja permitido e possível de ser feito e que o formato do acordo siga o que a lei manda ou não proíbe. Por isso, vale conferir a idade e a condição de quem assina e se a atividade contratada é legal.

Juntar tudo isso em uma ficha simples, antes de redigir, evita retrabalho. O gerador de contrato de prestação de serviços já começa por esses campos: você informa os dados de quem contrata e de quem presta, e o documento sai com as partes identificadas.

Descreva o serviço e as cláusulas específicas

Pense no seu caso: você foi contratado para criar o site de uma loja, dar aulas particulares de inglês ou fazer a manutenção elétrica de um salão. Se o contrato disser apenas “prestação de serviços”, o combinado fica vago — e é aí que começam as discussões sobre o que estava ou não incluído.

O objeto do contrato é justamente a parte que responde à pergunta “o que exatamente será feito?”. Para o acordo valer, a lei exige que o objeto seja lícito, possível e determinado ou determinável. Traduzindo: o serviço precisa ser permitido por lei, dar para ser executado de verdade e estar descrito com clareza — ou, no mínimo, trazer critérios suficientes para se chegar a essa descrição.

Vale lembrar que a legislação consumerista considera serviço qualquer atividade oferecida no mercado de consumo mediante remuneração, com exceção das de natureza trabalhista. Por isso, quanto mais concreto o texto, melhor: em vez de “consultoria de marketing”, escreva “planejamento de campanhas mensais para redes sociais, com relatório de resultados”.

Detalhe também o que o serviço inclui e o que fica de fora. Exemplos de cláusulas específicas: número de revisões incluídas, formato de entrega dos arquivos, se o deslocamento está coberto, quais materiais e acessos o cliente precisa fornecer e se haverá atendimento em finais de semana. Esses pontos evitam o famoso “achei que estava incluso”.

O gerador de contrato de prestação de serviços tem um campo opcional para as cláusulas específicas do serviço. Você preenche os dados das partes e usa esse espaço para detalhar o objeto e as condições próprias do seu trabalho.

Apresente o orçamento e obtenha a autorização

Imagine que o cliente pediu um site de cinco páginas e você passou o preço por mensagem. Ele respondeu "fechado, pode começar". Semanas depois, diz que não autorizou aquele valor. Para evitar esse tipo de discussão, transforme o orçamento em documento e peça uma autorização registrada.

O Código de Defesa do Consumidor trata disso: o prestador não pode executar o serviço sem antes elaborar o orçamento e receber a autorização expressa do consumidor, salvo quando já existe um costume anterior entre as partes. O mesmo artigo 39 impede práticas abusivas contra o consumidor na hora de fechar o contrato. Quando o cliente é pessoa física, portanto, orçamento prévio e "sim" claro fazem parte da contratação.

Na prática: monte o orçamento com número, data, descrição do serviço, valor e prazo de validade; envie por correio eletrônico ou aplicativo de mensagens; e peça confirmação por escrito. Uma resposta curta ("aprovado") ou o orçamento assinado com "de acordo" já servem como registro. Guarde o documento junto ao contrato e cite nele o orçamento aprovado, com data e valor.

No gerador de contrato de prestação de serviços, o campo opcional de cláusulas específicas permite registrar que a execução segue o orçamento aprovado em determinada data. É uma forma simples de manter os dois documentos alinhados. Para entender a sequência completa da contratação, veja o guia passo a passo.

Fixem prazo, valor e forma de pagamento

Imagine que você foi contratado para criar a identidade visual de uma padaria. O cliente pergunta: "quando fica pronto?" e "quanto custa?". Se o contrato não responde, cada um entende uma coisa — e é aí que começa a briga.

Comece pelo prazo. Escreva a data de início e a de entrega, e diga de quando o prazo conta: da assinatura do contrato ou do recebimento de todos os materiais e informações que o cliente precisa enviar. Essa segunda opção protege você quando o cliente demora a mandar o que prometeu. Se o serviço tiver etapas, vale prever prazos parciais, como a primeira versão do desenho e a arte final.

Depois, o valor. Deixe o número fechado e escrito por extenso também, para evitar dúvida. Se houver despesas à parte (impressão, banco de imagens, deslocamento), diga quem paga e se estão incluídas. E lembre: quem presta serviço mediante pagamento é fornecedor pelo Código de Defesa do Consumidor, seja pessoa física ou jurídica. Isso significa que o combinado precisa ser claro e cumprido como foi apresentado ao cliente. Se o valor mudar no meio do caminho, o cliente precisa autorizar o novo valor de forma expressa.

Na forma de pagamento, responda três perguntas: quanto é pago na entrada, quanto na entrega e por qual meio (Pix, transferência, boleto). Defina a data de vencimento e o que acontece se o cliente atrasar. Evite receber tudo no fim: uma entrada cobre o seu custo inicial e mostra compromisso do cliente.

O gerador de contrato de prestação de serviços monta essas cláusulas a partir dos seus dados, com campos para objeto, prazo, valor e forma de pagamento. Antes de assinar, vale conferir o passo a passo de como fazer um contrato de prestação de serviços.

Liste as obrigações de cada parte

Um contrato de prestação de serviços só funciona quando fica claro o que cada lado precisa fazer. Na prática, isso evita a cena clássica: o serviço atrasa porque o cliente não mandou o material, ou o cliente cobra algo que nunca combinou com o prestador.

Comece pelo seu papel. Se você cobra pelo serviço, é fornecedor — a lei define como fornecedor toda pessoa física ou jurídica que presta serviço mediante pagamento, e considera serviço qualquer atividade oferecida no mercado de consumo, com exceção das relações de trabalho. Sim, o MEI e o freelancer pessoa física entram nessa conta. Isso significa que as obrigações que você assume precisam ser claras e justas, porque o Código de Defesa do Consumidor proíbe práticas abusivas de quem fornece produto ou serviço.

Traduzindo para o dia a dia, liste em tópicos. Do lado de quem presta: o que será entregue, em que formato, quantas rodadas de ajuste estão incluídas, o prazo de cada etapa e como será avisado o andamento. Do lado de quem contrata: enviar as informações e os acessos necessários, indicar um responsável para responder, aprovar cada etapa dentro de um prazo e pagar nas datas combinadas. Se a demora do cliente empurrar o cronograma, escreva que o prazo será ajustado — é justo e não é abusivo.

Cuidado com o excesso: obrigações vagas como “manter sigilo absoluto sobre tudo” ou multas desproporcionais podem ser questionadas. Descreva o que é necessário para o serviço acontecer, nada além.

Para não esquecer nenhum item, o gerador de Contrato de prestação de serviços monta o contrato com as obrigações das partes a partir dos dados de quem contrata e de quem presta.

Inclua a garantia por escrito, se houver

Pense no caso de você instalar um equipamento e prometer voltar para corrigir falhas da instalação. Se essa promessa estiver no contrato, ela precisa vir em um documento escrito. A garantia contratual — a que você oferece — é complementar à garantia legal, aquela que a lei já assegura, e é dada desse jeito. O cliente continua com a proteção da lei e, se você ofereceu algo além, o documento deve mostrar exatamente o que é esse algo a mais.

Esse documento não pode ser vago. Precisa explicar, de forma adequada, em que consiste a garantia, qual é o prazo, a forma e o lugar em que ela pode ser acionada e os ônus, isto é, os custos que ficam a cargo do consumidor. Em vez de escrever só "com garantia", diga qual falha está coberta, o que fica de fora, a partir de quando o prazo conta e para onde o cliente deve mandar o pedido — por exemplo, um endereço de correio eletrônico e um telefone. Se houver custo de deslocamento, de peças ou de envio, ele também deve estar no papel.

A entrega tem momento certo: o documento deve ser repassado já preenchido pelo fornecedor no momento do fornecimento. No serviço, amarre isso à entrega do resultado ou ao fim da etapa e guarde uma via assinada ou o registro de recebimento. Assim, ninguém discute depois que a garantia existia, mas não se sabia como acionar.

No gerador de contrato de prestação de serviços, o campo opcional de cláusulas específicas do serviço serve para incluir esse texto de garantia. Preencha os pontos acima e releia com o cliente antes de assinar.

Preveja rescisão, multa, foro e assinatura

Antes de fechar o documento, pense no dia em que o acordo pode terminar mal. O cliente cancela no meio do serviço, o prazo atrasa, surge uma discordância sobre o que foi entregue. Se o contrato não disser o que acontece nesses casos, cada lado inventa uma regra na hora do problema.

Comece pela rescisão: defina como qualquer das partes pode encerrar o acordo e com quanto tempo de aviso. Depois, a multa. Se o serviço foi interrompido sem justificativa, quanto fica devido? Escreva o percentual ou o valor e deixe claro em que situações ele não se aplica, como o cancelamento por descumprimento da outra parte.

O foro é o lugar onde um eventual processo será resolvido. Para MEI e freelancer, costuma fazer sentido o foro da cidade onde você mora ou trabalha, para não precisar se deslocar se precisar cobrar. Escreva a cidade e o estado, sem abreviação.

Na assinatura, confira se quem assina pode mesmo firmar o acordo. O contrato só vale se quem assina tem capacidade, se o serviço é permitido por lei e possível de realizar, e se o formato segue o que a lei exige. Se alguém assina representando uma empresa, isso só produz efeito para a empresa se a pessoa estiver dentro dos poderes que recebeu — por isso, guarde procuração ou documento que comprove essa autorização.

Com esses quatro pontos no papel — rescisão, multa, foro e assinatura qualificada —, o contrato deixa de ser só uma promessa e vira um combinado que se pode cobrar.

O gerador de contrato de prestação de serviços já traz esses campos: você informa como o acordo pode ser encerrado, o valor da multa, a cidade do foro e os dados de quem assina, e ele monta a cláusula correspondente. Vale conferir cada item antes de enviar para assinatura.

Agora é só preencher o seu contrato

Objeto, valor, prazo, multa de rescisão e foro já vêm redigidos. Você escreve os dados do trabalho e confere o documento se formando na tela.

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Perguntas frequentes

Como iniciar um contrato de prestação de serviços?

Comece definindo por escrito o serviço, o preço, o prazo, a forma de pagamento e as responsabilidades de cada lado. Antes de executar, apresente orçamento e obtenha autorização expressa do cliente, salvo se já houver prática anterior entre as partes. Para o contrato valer, quem assina precisa ser capaz, o objeto deve ser lícito, possível e determinado, e a forma deve seguir o que a lei exige ou não proíbe. Se alguém assinar em nome de outra pessoa, o contrato vale para o representado quando o representante age nos limites dos poderes recebidos.

O que não pode faltar em um contrato de prestação de serviços?

Não podem faltar a identificação das partes, a descrição clara do serviço, o preço, a forma e o prazo de pagamento, os prazos de execução e as responsabilidades de cada lado. O contrato também deve atender aos requisitos de validade: agente capaz, objeto lícito, possível e determinado, e forma permitida. Se houver garantia, ela deve vir por escrito, explicando o que cobre, o prazo, onde acionar e os ônus do consumidor, entregue preenchida no fornecimento. Também não podem ser usadas práticas abusivas contra o consumidor na hora de fechar o acordo.

Preciso de advogado para fazer um contrato de prestação de serviços?

Você pode fazer o contrato sem advogado, desde que ele atenda aos requisitos de validade: quem assina precisa ser capaz, o serviço deve ser lícito, possível e determinado, e a forma deve ser permitida. Para cláusulas complexas, valores altos ou situações de risco, é prudente procurar orientação profissional.

Posso fazer contrato de prestação de serviços sem CNPJ?

Sim. Quem presta serviço mediante pagamento é fornecedor, seja pessoa física ou jurídica, e a atividade de serviço é qualquer uma oferecida no mercado de consumo, menos as de natureza trabalhista. Por isso, você pode contratar como pessoa física, sem CNPJ, desde que o contrato descreva o serviço e as condições combinadas.

Contrato de prestação de serviços precisa de testemunha?

A presença de testemunhas não está entre os requisitos de validade do contrato. Elas podem, porém, ajudar a comprovar o que foi combinado.

Como cobrar multa por quebra de contrato?

Para cobrar multa por quebra, verifique se ela está descrita no contrato, com valor e situação de aplicação bem definidos. Reúna provas do descumprimento e faça uma cobrança por escrito, citando a cláusula e o prazo para pagamento. Se o cliente não pagar, busque orientação jurídica para avaliar a cobrança judicial.

O que acontece se o cliente não pagar o serviço?

Você pode cobrar o valor por escrito e, se necessário, buscar a via judicial. Reúna contrato, orçamento autorizado, notas e comprovantes de entrega para demonstrar o serviço prestado. Antes de executar, o orçamento e a autorização expressa do consumidor ajudam a evitar discussão sobre o valor devido.